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01 outubro 2018

LEI ROUANET


A Lei Rouanet é para quem realmente precisa ou para quem pode?

Define-se a Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91) como "Principal mecanismo de fomento à Cultura do Brasil, ela instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). O nome remete a seu criador, o então secretário Nacional de Cultura, o diplomata Sérgio Paulo Rouanet. Para cumprir este objetivo, a lei estabelece as normativas de como o Governo Federal deve disponibilizar recursos para a realização de projetos artístico-culturais." Disponível em:http://rouanet.cultura.gov.br/.
Como fica o incentivo cultural no Brasil, no que tange aos autores independentes? Eu tive um projeto de distribuição gratuita de livro infantil – para escolas e entidades que atendem alunos carentes dos anos iniciais – aprovado em julho de 2018. Não foi fácil obter a aprovação, tentei dois anos, meu portfólio não se adequando ao edital inúmeras vezes. Fiquei feliz, mas aí veio a fase de captação de recursos e descobri quão difícil é para um autor sem mídia e sem fama captar recursos no Brasil.  Mal recebem nossos e-mails e quando recebem lá vem resposta padronizada rejeitando um projeto que nem foi lido. 
Logo a gente deduz: esta lei maravilhosa só atende quem tem o famoso "quem indica" ou está “bombando” por aí. Duro né?
Se tem exceções? Tudo tem, mas no geral um autor iniciante vai desistir ao ler o edital e, se não desistir, vai se frustrar com a impossibilidade de captar recursos mais adiante. 
O certo seria atender o autor que não tem projeção, que não consegue distribuição nas livrarias, que luta com dificuldade para publicar e formar leitores.
As respostas dos empresários são como respostas de editoras tradicionais: “No momento não estamos recebendo novos originais para avaliação”; “Desejamos sucesso, mas nosso catálogo está preenchido pelos próximos 2 anos”; “Devido à pilha de originais recebidos, não temos interesse em avaliar seu material”. Que autor iniciante ou independente já não se deparou com recusas assim? E isso quando a editora responde, porque na maioria das vezes nem dão retorno. Silêncio. Impotência. Um artista sem mídia conhece bem as duas sensações e outras mais, devo falar.
A invisibilidade é frustrante. E a falta de apoio não vem só de fora, só da rua, muitas vezes começa em casa.
É isso, eu sou mais um dos autores deste país que ouviu não muitas vezes e se recusa a desistir. Desde pequena que me aconselhavam: “escrever tem que ser hobby, menina. Você precisa fazer outra coisa pra se sustentar”. Eu queria gritar: Por que não posso fazer o que amo? O Brasil precisa ler e eu preciso escrever. 
Literatura não é meu hobby, é minha vocação e minha paixão. Preciso dela para seguir em frente, para me motivar e até para respirar.
Minha motivação me fez entender que mesmo com o baixo índice de leitura em nosso país, mesmo com leis ineficazes, formar leitores não é impossível. Tem gente aí que só precisa de um pequeno empurrão para embarcar no fantástico mundo da leitura.
É preciso garra, vontade e persistência para vencer o preconceito quando não se é famoso. É preciso muita força para superar as dificuldades de distribuição e divulgação. É preciso tenacidade para engolir os inúmeros NÃOS.
Sou autora independente há 14 anos e estou aí para mostrar que mesmo quem publica sob demanda e sem selo editorial pode conquistar seu público, afinal, são 18 livros autopublicados, muito tempo de escrita e muitos leitores ao longo da minha carreira.
Agora, mesmo com toda garra e dedicação, precisamos de mais apoio da sociedade, da nossa comunidade e também editais de incentivo cultural que sejam mais acessíveis aos artistas mais jovens e mais humildes.
Depois de enfrentar a enorme burocracia para converter uma proposta em projeto cultural, não é justo ser barrado na captação de recursos, onde nossos projetos acabam naufragando sem chance de patrocínio, já que para meros desconhecidos as empresas respondem que seus projetos estão definidos até dois mil e sempre.
Por favor, empresários de Minas Gerais e do Brasil, acordem para o fato de que mesmo invisíveis existem autores talentosos por aí e vocês estão nos negando a oportunidade de fazer a diferença, de agregar valor para a nossa arte e a nossa cultura.

13 abril 2017

PUBLICAR SOB DEMANDA

Hoje não são poucas as editoras que publicam sob demanda. Da mesma forma, não são poucos os autores.
Recebi algumas mensagens no Facebook reclamando dos altos custos de publicação. Da dificuldade de conseguir um agente literário ou uma carta de apresentação. Concordo. É difícil mesmo e nem sempre quem chega às livrarias chega por talento ou merecimento. Tem gente que chega porque lhe é viável financeiramente.  
A partir daí a sorte está lançada e é o leitor que vai dizer se é bom ou não.
Infelizmente, diante da crise e num país cujo índice de leitura é tão baixo, para quem está começando a carreira de escritor não resta alternativa mais rápida que a de investir na autopublicação e muito.
O que eu sugiro? Se você pretende investir no seu livro, pode acrescentar aí um bom valor para a divulgação. E muitas horas disponíveis para batalhar a chance de ser lido nas redes sociais.
Com a crise, o livro se tornou artigo de luxo. E se a concorrência já era enorme, agora é maior ainda, porque não é só concorrência com a literatura estrangeira e os autores nacionais, a concorrência é com o que é prioridade dentro de uma casa e o que não é. 
Quando se pesa os prós e contras e se decide apostar num sonho, só resta dizer: “Foco, força e fé”.
A gente sabe que viver da arte é muito difícil no Brasil, mas também sabe que o verdadeiro artista não consegue viver sem ela, certo? 
Então, mãos à obra!

13 dezembro 2016

LITERATURA & MÍDIA




Em 18 de abril de 2012 o escritor Ariano Suassuna ministrou uma palestra no Tribunal Superior do Trabalho, em que nos deixou a mensagem de que o Brasil andava trilhando o caminho da frivolidade.
Cito aqui algumas de suas passagens:

“Eu me preocupo muito com esse processo de vulgarização e de descaracterização da cultura brasileira”.

“Tudo que nos aparece nos é empurrado de goela abaixo como ordem do primeiro mundo e quando a gente se opõe somos chamados de arcaicos”.

“Estão nivelando o gosto pelo gosto médio. É a pior coisa que pode acontecer”.

Fala ainda dos falsos ídolos que nos são empurrados. E o que mais me marcou foi a seguinte frase:

“O escritor verdadeiro não vai atrás do lugar comum. Ele procura o que tem de verdade por trás da aparência”.

O vídeo da palestra que super recomendo pode ser conferido em: https://youtu.be/TQbqRon4-gQ


O fato é que passados dois anos de sua morte, na bienal de São Paulo, em agosto de 2016, dava pra ver bem a ilustração do que o escritor temia: frivolidade.

Vários colegas escreveram sobre o impacto que tiveram ao expor seus trabalhos nesta edição da bienal, quase que completamente ignorados pelo público.
Booktubers tornaram-se referência para a Literatura Nacional. Jovens com rostos lindos ou um estilo marcante ou ousado estampam os banners das livrarias e lotam as filas de autógrafos, enquanto autores com uma longa história literária e publicados até internacionalmente ficavam à deriva em muitos estandes, ignorados pelo público.
Eu conversei com muitos deles. Vi a desolação de colegas com trabalhos que me chamaram a atenção pela qualidade e ganharam até prêmios literários, nacionais e internacionais, mas que ali não venderam um único livro. Imaginem! Uma escritora me contou que durante seu lançamento quase foi atropelada por adolescentes apressadas rumo ao lançamento de jovens atrizes que então bombavam na mídia.
E no meio disso, como fica a cultura brasileira? Como ficam os velhos novos autores nacionais? Sem editora. Sem distribuição. Sem divulgação. Porque vamos combinar, a concorrência é injusta e desleal.
Ganha quem é mais jovem, fala mais alto, expõe-se mais ao ridículo e paga mais, claro.
O autor nacional independente já lida com escassez de público, preconceito em relação à obra nacional por grande parte dos leitores, sem contar o árduo caminho que trilha para chegar até o livro impresso.
Mas, claro, concordo com quem diz que booktubers e jovens autores incentivam a leitura, estimulam os outros jovens, e sei muito bem que nem sempre a novidade é frívola e fugaz. Sei que existem talentos promissores e exceções às regras.
Nem sempre a mídia dita tudo o que se vende e se escreve. Mas muita coisa é de uma pobreza intelectual doída.
E sim, a mídia dita grande parte do que se lê por aí.
No meio de alguma coisa legal e criativa existe sim um mar de futilidades, modismos inúteis, ataques e apelações.

 E, nós, os velhos novos nacionais, como ficamos? Ou não ficamos? Desistimos de ser para ser engolidos pela onda do momento?

Não!!!
Mesmo com o que nos é “empurrado goela abaixo” continuamos questionando.
Discernindo. Continuamos tecendo a Literatura Nacional, sejamos ignorados ou não. Seguimos lendo, refletindo e estudando. Confeccionando páginas e páginas à espera do leitor que tenha brasilidade. Leitor que diferentemente daquele que a mídia comanda, precisamos conquistar e no nosso "trabalho de formiguinha"  formar um a um.

Então, colegas, minha mensagem para este fim de ano é PERSEVERANÇA.
Que em 2017 a gente não aceite o que nos é imposto pela moda. Que a gente possa melhorar esse cenário desolador. Formar novos leitores e persistir na busca por um espaço na Literatura que não é só de quem pode mais, quem paga mais, mas que é nossa também.



03 setembro 2016

LITERATURA NACIONAL

Bienal do livro de São Paulo, 2016 Eu acreditava que o público de São Paulo era o maior público para livros e, em consequência autores, do Brasil. O fato é que levei 12 anos como autora independente para ver que a extinção da Literatura Nacional como arte está se aproximando. Por quê? Porque hoje faz sucesso a imagem, o quanto se pode pagar, o status e não a qualidade literária. Porque a mídia manipula tudo agora. Jovens gritam desesperados no Anhembi aflitos por encontrarem seus ídolos (vários youtubers que marcaram presença na bienal de livro), enquanto muitos autores, inclusive os de editoras, se tornaram "transparentes". Porque chuvas de trabalhos que não são mais do que meras cópias proliferam em pequenas e grandes editoras e gráficas, textos péssimos, para não falar em erros de ortografia gritantes e escassez de conteúdo. Acreditem, há autores em editoras conceituadas porque pagam e pagam caro por marketing e publicação.
Porque livrarias de renome lotam o pavilhão com toneladas de livros em ofertas e o espaço destinado aos independentes sofre com o anonimato e a completa falta de divulgação, sem contar a péssima localização e o quase que completo desinteresse por falta do público. Porque vejo professores desinteressados passando pela Travessa Literária, tão esquecida no fim do pavilhão, que mal olham para os autores que ali estão, com trabalhos (alguns didáticos) maravilhosos. Leitores que correm desenfreadamente nas passarelas do pavilhão para receber youtubers e ignoram autores independentes, alguns já premiados (até internacionalmente), de todo o canto do país.
Porque vejo preconceito com o livro nacional, como sempre. E preconceito injusto que ninguém faz questão de mudar. Não conhecem, não experimentam e julgam. Mas, entendam, eu não falo de pessoas que acordam e decidem ser escritores da noite para o dia por modismo, opção, comércio ou status, falo de escritores por vocação, por aqueles que dedicam suas vidas a toda uma construção intelectual e de amor à arte. Escritores com trabalhos maravilhosos que se tornaram invisíveis. Que investiram, apostaram e se tornam transparentes enquanto o público passa indiferente por seus livros. Por favor, pais, mães, professores, acordem enquanto é tempo de salvar nossa literatura. Será possível que o melhor da produção nacional tenha que correr para o exterior para ter voz e vez?

09 maio 2016

A PRIMEIRA PALAVRA

Era a primeira palavra.
A primeira palavra que ela verdadeiramente, socialmente, gentemente, entendeu.
E que palavra danada como o quê...
Que fazia alguém ver sem ver, tocar sem tocar, dizer sem dizer.
A menina aprendeu a passar pela rua sem pisar no chão. E virar a esquina sem sair da linha.

Algumas coisas não se explicam e do outro lado daquele morro bonito tem fome, tem sede, tem frio.
Atrás dos belos casarios e das janelas panorâmicas deu-se que surgiu o feio. No desenho da cidade a palavra criou rabisco. Ora, não é sem tristeza que o verso insiste. Nem é por querer que o velho desiste.

O verbo nunca teve intenção, mas acomodou-se o triste. Foi injustiça ou quem contou o segredo desdisse?!
Silêncio. A menina chora. Sai da treliça porque cansou.
A palavra ainda assim ficou. Que mundo de gente grande às vezes traz dor. E até a criança acaba sentindo o escuro do frio, o vazio da fome, o tom do rancor.
- "Faz isso não, seu moço!" – Pediu o moleque no sinal. Não adiantou. O motorista não escutou. Estava ouvindo o medo. Fechou o vidro depressa. Deixou a cidade sem ação. O asfalto sem cor.

A menina escreveu na resposta a opção. Não pensou com a cabeça, pensou com o coração.
- Eta palavra tinhosa que faz do mar um sertão!
É a indiferença...
I N D I F E R E N Ç A! - Ela repetiu no ocaso do vão.
Indiferença que ela rimou com desistência, ausência, descrença.

Mas ela era criança. Não se cresce sem infância...
E a menina voltou à janela! Deitou o olhar na vizinhança, identificou em si a esperança.

E além das treliças, descobriu que as letras viviam em dança.
De combater o mal, o bem não se cansa.
Mas não desvie o olhar, que seja lá onde estiveres,
um dia...
A realidade te alcança.
Bruna Longobucco

05 abril 2016

PORQUE É MARAVILHOSO ESCREVER




Quando um autor inicia sua carreira literária, experimenta uma sensação de busca e ao mesmo tempo, descaminho. Para alguns, a minoria dos novos artistas, sempre existe alguém que possa facilitar a entrada no mundo editorial; e não necessariamente se leva em conta a qualidade ou conteúdo dos textos, às vezes é a simples menção de um nome e o que ele fala àquela realidade. Isso, estou falando de "quem indica". Para outros, que não têm a quem recorrer, o caminho é longo e sinuoso. Empreende-se muito e o retorno é quase invisível (e não se trata de retorno financeiro, porque a princípio ele não existe e o que se busca é divulgar o trabalho). Entre os inúmeros desafios destacam-se as dificuldades para se obter um contrato de edição e os altos custos que demanda uma publicação independente. 
Ok, parece inviável, mas (para a nossa felicidade) o desejo de ser lido não conhece dimensões e chega um tempo em que as obras já não se contentam em viver silentes, falam por si mesmas. 
É uma voz incessante, intensa; o som de frases filosóficas, apaixonadas, realistas ou simplesmente frases, com histórias que nascem interiormente e buscam títulos e personalidades marcantes. Não é propriamente uma pretensão de fama, mas de ter algo a mostrar, a ser dito. E também de rebeldia diante das portas fechadas. E é assim que os textos ganham a esquina. Pode ser numa impressão simples ou mesmo sofisticada. Pode ser ainda na versão virtual. (Trecho do meu artigo: Direitos autorais: o novo autor e a lei 9.610/98).
Escrever/publicar/ser lido é uma longa trajetória. Não termina na publicação, na impressão. Não é só a arte de colocar o texto no papel ou no monitor. Se debruçar horas e horas sobre o livro para esmerar a narrativa. Existem etapas como a revisão de texto, ISBN, código de barras, ficha catalográfica, diagramação e finalmente os custos de impressão. E depois disso tudo começa o dilema da distribuição: como chegar ao leitor? E nessa etapa nasce um drama para o autor nacional.
Esta humilde autora que agora vos fala saiu para tentar distribuir seus livros em livrarias da cidade de Belo Horizonte semana passada e aprendeu que mesmo as pequenas livrarias de rua não revendem obras de autores independentes/novos autores. Além disso, nem precisamos sonhar com as distribuidoras que hoje, assim como as livrarias, só negociam com editoras.
Desde que comecei a escrever precisei recorrer a outros estados para publicar meus textos. Meu único canal por tempos e tempos foi a internet. Em Belo Horizonte foi o lugar que menos consegui possibilidades até hoje. E até lançar um livro aqui fica difícil porque as entidades culturais que deveriam ser uma ferramenta do artista local só abrem as portas para o que querem. Para quem chama a atenção da mídia certamente não falta espaço.
E-mails sem respostas, meios de comunicação com propostas caríssimas de divulgação e um grande preconceito em relação ao que se desconhece são algumas das dificuldades rotineiras para quem optou por publicar seus livros sem um selo editorial.
Mas quem escreve por vocação não desiste. Existe toda uma construção ali. Um envolvimento. Uma expectativa sobre o enredo. Ver nosso texto ganhar corpo é algo que vai além de explicação. É paixão. É discutir com esse limite que se chama impossível. Não dá pra aceitar o não e basta, porque a única opinião que conta é a do leitor.
E são justamente os leitores, com suas cartas e resenhas que me motivam e que não me deixam desistir. Reconheço, não foi fácil chegar até aqui. Meus livros são todos frutos da autopublicação e dentro do universo que tenho como autora independente vão aos poucos ganhando espaço.
Sou questionada desde o dia em que comecei a escrever. “Por que insistir? Não vai conseguir reconhecimento.” “Ninguém vai te abrir espaço.” “Isso não dá dinheiro”. A publicação independente custa muito caro. Vai gastar e não vai conseguir nada do que gastou de volta.” E é verdade.  

Então, você abre sua caixa postal e vê alguém falando ali que seu livro despertou o prazer pela leitura. E magicamente, confesso, tudo valeu a pena. 

18 setembro 2015

AUTOPUBLICAÇÃO

Não foi fácil chegar até aqui. Ainda é pouco, eu sei. Mas meus livros, quase todos frutos da autopublicação, vão aos poucos conhecendo novos leitores. Sou questionada desde o dia em que comecei a escrever. “Por quê? Bruna, desiste. Isso não dá dinheiro. A publicação independente custa muito caro. Vai gastar e não vai conseguir nada do que gastou de volta.” Tudo bem. Realmente eu não vivo de vender livros. E da mesma forma não sei viver sem tentar abrir um caminho para eles. Porque quem escreve deseja ser lido.  Existe toda uma construção ali. Um envolvimento. Uma expectativa sobre o enredo. Conseguir ver seu texto concluído, impresso, é algo que vai além de explicação. É vocação. É paixão. É discutir com esse limite que se chama impossível. Não dá pra aceitar o não e basta. Por isso eu continuo. Por isso estou de volta para divulgar meu trabalho após quase três anos de ausência. Estou aberta a parcerias literárias e muito feliz por continuar.  

05 junho 2015

É UMA NOVA OU VELHA LITERATURA NACIONAL?

Temos uma nova ou velha literatura nacional?
Sinceramente, vejo tantos livros traduzidos nas livrarias e tão poucos romancistas nacionais em meio a essas pilhas de livros expostos em gôndolas atraentes para qualquer amante da leitura que já não sei o que pensar.
O que conta - mesmo com tanto acesso à informação e tantas mudanças nas formas de mídia e comunicação - é um modelo arcaico de publicação onde impera o que vende mais ou o que chama mais a atenção no momento. Infelizmente, parece que quase sempre fica de lado o conteúdo.
E daí, no meio de tantas perguntas volto ao bom e velho mercado editorial.
Ai, estou tão cansada de orçamentos editoriais onde o custo unitário é tão alto que torna impossível a venda de um exemplar e dessas falsas propostas maquiadas de oportunidade para o novo autor que minha vontade é nunca mais enviar um original para análise e manter apenas a publicação sob demanda. Talvez eu deva encarar o fato de que para ser lida preciso sair por aí com os livros debaixo do braço e me tornar vendedora ambulante para pelo menos apresentar algo de meu trabalho e ter uma chance concreta de ser lida. Porque no fundo de uma prateleira qualquer não vou encontrar meu leitor. Muito menos divulgar uma obra que até então inexiste aos olhos do público. 
E não foi por falta de vontade, de paixão e envolvimento.
E sobre as análises de original, nossa, muitas foram uma frustração completa e em vez de uma avaliação séria o que consegui foi uma proposta de bancar a obra que eu nem sabia que seria possível em se tratando de determinada editora. Uma proposta tão cara que nem pude considerar.
Bom, sei que sonho não tem preço, mas por mais apaixonado que um autor seja existe um limite que se chama sobrevivência.
Enfim, vi que existe muita enrolação por aí.
Algumas editoras são sérias? São. E nessas chovem tantos novos autores e tanto português truncado e ruim que quase não sobra lugar para quem está chegando agora.
Com indicação fica mais fácil, mas quando não temos indicação podemos ser simplesmente descartados sem sequer ser folheados. 
Daí vou percorrendo a internet e vejo tantos novos caminhos que fico na dúvida: onde estou errando? Falta talento? Falta ou sobra texto? Falta marketing ou apenas muitoooo dinheiro para promover meus romances?
Na realidade, conheci tanta gente boa escrevendo por aí com um enorme talento que é completamente desconhecido e tanta gente ruim publicada e conhecida que fica difícil neste nosso contexto entender o que é "velha" ou "nova" literatura nacional e o que é bom ou ruim. 



25 maio 2012

Para publicar é preciso coragem e sorte!

Para publicar é preciso insistir, mas coragem e sorte são ingredientes fundamentais. Ando as voltas com meus originais desde 2004. Nos últimos anos, conheci muitos autores pela rede. Como eu, eles não conseguiram outro caminho para publicar seus livros a não ser bancando a própria edição. Quem passou por isso, sabe que não é fácil. A novidade é o que novo nacional está ganhando espaço. Há obras nascendo, engatinhando, caminhando, maturando. Vivem em projetos idealizados ou já concretizados, mostrando que nosso país tem muito para contar. Muito a se descobrir. E uma infinidade de escritores talentosos por aí. Fazer com que sejam descobertos e o cenário mude é tarefa de todos nós. É a iniciativa de apreciar o que é nosso. Você concorda?

ROMANCE SOBRENATURAL

Eu não escondo de ninguém que adoro romance sobrenatural.  Para quem é fã como eu, eu recomendo uma série Coreana que assisti na Netflix:  M...