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18 setembro 2015

AUTOPUBLICAÇÃO

Não foi fácil chegar até aqui. Ainda é pouco, eu sei. Mas meus livros, quase todos frutos da autopublicação, vão aos poucos conhecendo novos leitores. Sou questionada desde o dia em que comecei a escrever. “Por quê? Bruna, desiste. Isso não dá dinheiro. A publicação independente custa muito caro. Vai gastar e não vai conseguir nada do que gastou de volta.” Tudo bem. Realmente eu não vivo de vender livros. E da mesma forma não sei viver sem tentar abrir um caminho para eles. Porque quem escreve deseja ser lido.  Existe toda uma construção ali. Um envolvimento. Uma expectativa sobre o enredo. Conseguir ver seu texto concluído, impresso, é algo que vai além de explicação. É vocação. É paixão. É discutir com esse limite que se chama impossível. Não dá pra aceitar o não e basta. Por isso eu continuo. Por isso estou de volta para divulgar meu trabalho após quase três anos de ausência. Estou aberta a parcerias literárias e muito feliz por continuar.  

29 julho 2010

O LIVRO DA MINHA VIDA

Por que escrevo? Já me perguntaram diversas vezes. Eu não sei o motivo. Dom, vocação, habilidade, fuga? As respostas poderiam ser tantas... Prefiro falar o que escrever significa para mim: magia, ritmo, cores, horizontes, personalidades, envolvimento, resumindo, paixão.

Mas toda paixão nasce de um primeiro contato. O meu foi com a leitura. Desde que aprendi a ler, a Literatura trouxe novos horizontes para minha vida. Mais atraentes do que a realidade de uma criança solitária. E de repente eu estava ali sentada e viajando pelo mundo! Conheci lugares inexistentes e tão reais. Com o tempo, minha alegria era fechar os olhos e IMAGINAR minhas próprias histórias, pois ainda não sabia como redigi-las.

Ao falar sobre o livro da minha vida, não penso no primeiro conto que ouvi, nem no primeiro livro infantil que ganhei, o que me vem à cabeça é o primeiro romance que li, pois foi ele que despertou minha vontade de escrever.

O título? Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito). Obra-prima de Jane Austen, foi concluído em 1797 e publicado em 1813. Traz a inesquecível história de amor de Elizabeth (Lizzie) e o Sr. Darcy.

Para quem não conhece, a trama se passa no final do século XVIII, na Inglaterra. É uma reprodução fiel da vida provincial inglesa, com crítica acentuada ao comportamento social medíocre.

As irmãs Bennet, Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty, foram criadas por uma mãe fútil e obcecada em encontrar genros com situação financeira estável de forma a assegurar o futuro das filhas. Quando o Sr. Bingley, um solteiro rico, ocupa a mansão vizinha, mãe Bennet entra em alvoroço. E mais, com a chegada de jovens oficiais à vila, não faltam pretendentes para as cinco irmãs. A mais velha, Jane, tranquila e muito bonita, parece inclinada a ganhar o coração do Sr. Bingley, mas é quando Lizzie conhece o bonito e “arrogante” Sr. Darcy que a história produz faíscas. E não é que os dois encontram um oponente a altura?

Elizabeth é a personagem marcante da autora, inteligente e irônica, usufrui da predileção do pai e tem uma perspectiva mais abrangente do que as irmãs. Já o Sr. Darcy, é um homem aparentemente inatingível que sofre uma inversão de valores quando Lizzie passa a ocupar sua atenção e seu coração. Definitivamente, o título faz jus ao enredo.

Depois de “orgulho e Preconceito”, procurei outros romances. Os de autoria da mesma escritora - imaginem que muitos veem Jane Austen como a segunda personalidade mais importante da Literatura Inglesa depois de William Shakespeare. E sabemos que ser sucessora de um autor que marcou gerações não é para qualquer um, verdade? - Enfim, como eu dizia, conheci obras clássicas, contemporâneas, estrangeiras e nacionais. Vários gêneros, com suas tantas interpretações da fantasia e da realidade.

Ler renova nosso jeito de ser, cria caminhos que não existiam num primeiro momento. Seja através do sobrenatural ou da realidade reinventada, podemos viajar nas páginas de um livro. É assim que minha vida ganha um outro sentido quando leio ou escrevo. Dificuldades existem. São muitas e tantas, mas como uma romancista em seus primeiros passos, acredito que o amor, seja em qualquer forma, é capaz de promover grandes mudanças e gerar motivação. Uma motivação capaz de vencer os obstáculos e as resistências. E é assim que o livro de alguém, um dia se torna o livro de nossa vida.

22 maio 2010

Novos autores, fiquem atentos!

Se cada atitude que tomássemos viesse com uma bula, na qual constasse a desilusão como efeito colateral, pensaríamos muito antes de empreender qualquer passo. Mas isso levaria nossa espontaneidade e também a possibilidade de aprendizagem e a experiência vale muito, na realidade, não tem preço.

Porém, é preciso ser cauteloso. Alguns novos autores como eu, colegas que interagem pela rede, acabam entrando de cabeça em certas “canoas furadas”, deixando prevalecer apenas o sonho de publicar seu livro. Tais impulsos distorcem a realidade. Podemos cair de amores por qualquer proposta em relação à nossa obra (pois, como sabemos, não são muitas), a ponto de assinarmos um contrato ignorando o direito de autor.

Está certo que Nossa Constituição Federal, ao disciplinar a propriedade intelectual, dispõe no artigo 5º: “aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar" (inciso XXVII).

Já nos termos da lei autoral (Lei nº 9.610/1998), “pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou.” Os direitos morais não se desvinculam da pessoa do autor, fato que permite a reivindicação da autoria da obra, a qualquer tempo (artigo 24, inciso I).

No entanto, os direitos patrimoniais são negociáveis. É o que representa o artigo 49, do mesmo diploma legal: “Os direitos de autor poderão ser total ou parcialmente transferidos a terceiro, por ele ou seus sucessores, a título universal ou singular, pessoalmente ou por meio de representantes com poderes especiais, por meio de licenciamento, concessão, cessão, ou por outros meios admitidos em Direito, (...).”

Esclarece ainda, o artigo 53: Mediante contrato de edição, o editor, obrigando-se a reproduzir e a divulgar a obra literária, artística ou científica, fica autorizado, em caráter de exclusividade, a publicá-la e a explorá-la pelo prazo e nas condições pactuadas com o autor. É justamente aí que podemos nos complicar, se formos incautos.

Assim, embora a autoria seja perpétua e, num primeiro momento, o autor é o titular dos direitos autorais de sua obra, no que se refere ao aspecto patrimonial, nem sempre o criador intelectual mantém a titularidade desses direitos, pois são limitados no tempo, podendo ser objeto de transações.

Laura Bacellar, que trabalha com editoras desde 1983 e possui vasta experiência no assunto, em seu site, “Escreva seu livro”, fez um post sobre “Editoras que não são editoras”. Acho que todos do meio deveriam lê-lo. Ela fala não exatamente o que gostaríamos de ouvir, mas o que precisamos saber.

Infelizmente, muita gente se aproveita dos sonhos dos outros. O que inclui uma proposta indecente de publicação, disfarçada de oportunidade única, o que não é nada mais o que uma editora prestadora de serviços faria (dessas em que podemos imprimir sob demanda), aliás, é muito menos, porque enquanto seu original não está amarrado num contrato em que alguém detém direito exclusivo de publicação, você é livre para fazer suas próprias escolhas e, como autor independente, obter retorno do que investe e não apenas uma porcentagem insignificante sobre o preço da capa do livro que ainda que não saiba, financiou, ou mesmo, nenhuma porcentagem.


ROMANCE SOBRENATURAL

Eu não escondo de ninguém que adoro romance sobrenatural.  Para quem é fã como eu, eu recomendo uma série Coreana que assisti na Netflix:  M...