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27 abril 2016
AUTORA INDEPENDENTE
Minha entrevista na TV Câmara, onde pude falar um pouco dos autores independentes e da luta que é publicar um livro no Brasil sem um selo editorial. Há muitos colegas por aqui que como eu sabem cada etapa deste processo tão difícil de impressão e distribuição:
18 abril 2016
INVISIBILIDADE DOS AUTORES INDEPENDENTES
A gente sabe que ser autor independente no nosso país não é nada fácil. Já falei sobre os obstáculos da autopublicação, os altos custos de impressão e sobre a dificuldade de se divulgar e distribuir um livro que não possui selo editorial.
Mas nesta Bienal de Minas de 2016 percebi algo novo. Nós, os autores independentes, os locais e vindos de outros estados, juntos acabamos por formar o maior estande da Expominas.
É isso mesmo. Quase ninguém nos conhece e, no entanto, temos uma representação significativa.
Não falta charme em nossos livros e nem qualidade nas impressões. Não falta história para contar. Não falta determinação e nem simpatia nos autores. O que falta é maior VISIBILIDADE. Falta um chamado para o público de forma que possam prestigiar não só os novos autores que vêm de outros estados, como também os locais.
E merecemos maior atenção do público porque somos expositores o dia todo. Cumprimos um horário puxado. Somos sonhadores, persistentes e representamos a nova produção literária do Brasil.
Não é um selo editorial ou a atenção repentina que a mídia derrama sobre alguém que determina a qualidade de um trabalho literário. É o público que diz o que vale a pena ler dentro de cada gênero. Sem patrocínio e sem ter quem indique, confesso, chegar a este público é muitoooo difícil.
E lamento profundamente, pois este mesmo público sequer tem noção de como é importante para um autor independente estar em uma Bienal e o quanto investimos nisso. Não somos livrarias ou grandes editoras que vendem rios de livros. Somos artistas que ganham seus leitores um a um. Pessoas que por alguns dias alteram completamente a sua rotina para distribuir suas obras. Viajamos, investimos e trabalhamos muito para estar num evento literário tão importante como este, mas com nossa localização tão próxima à saída da Expominas, confesso, fica muito difícil cativar o leitor no fim do passeio, quando a maioria das aquisições literárias já foi feita.
Então, quem sabe não seja um momento de dar uma chance para quem está começando? Que tal um informativo neste tipo de evento que indique: “conheça os novos autores nacionais, valorize o que é parte da nossa cultura.” Afinal, todos os grandes nomes da Literatura um dia foram tão desconhecidos como ainda somos perante o público que ainda não conseguimos alcançar. AINDA.
Mas nesta Bienal de Minas de 2016 percebi algo novo. Nós, os autores independentes, os locais e vindos de outros estados, juntos acabamos por formar o maior estande da Expominas.
É isso mesmo. Quase ninguém nos conhece e, no entanto, temos uma representação significativa.
Não falta charme em nossos livros e nem qualidade nas impressões. Não falta história para contar. Não falta determinação e nem simpatia nos autores. O que falta é maior VISIBILIDADE. Falta um chamado para o público de forma que possam prestigiar não só os novos autores que vêm de outros estados, como também os locais.
E merecemos maior atenção do público porque somos expositores o dia todo. Cumprimos um horário puxado. Somos sonhadores, persistentes e representamos a nova produção literária do Brasil.
Não é um selo editorial ou a atenção repentina que a mídia derrama sobre alguém que determina a qualidade de um trabalho literário. É o público que diz o que vale a pena ler dentro de cada gênero. Sem patrocínio e sem ter quem indique, confesso, chegar a este público é muitoooo difícil.
E lamento profundamente, pois este mesmo público sequer tem noção de como é importante para um autor independente estar em uma Bienal e o quanto investimos nisso. Não somos livrarias ou grandes editoras que vendem rios de livros. Somos artistas que ganham seus leitores um a um. Pessoas que por alguns dias alteram completamente a sua rotina para distribuir suas obras. Viajamos, investimos e trabalhamos muito para estar num evento literário tão importante como este, mas com nossa localização tão próxima à saída da Expominas, confesso, fica muito difícil cativar o leitor no fim do passeio, quando a maioria das aquisições literárias já foi feita.
Então, quem sabe não seja um momento de dar uma chance para quem está começando? Que tal um informativo neste tipo de evento que indique: “conheça os novos autores nacionais, valorize o que é parte da nossa cultura.” Afinal, todos os grandes nomes da Literatura um dia foram tão desconhecidos como ainda somos perante o público que ainda não conseguimos alcançar. AINDA.
18 setembro 2015
AUTOPUBLICAÇÃO
Não foi fácil chegar até aqui. Ainda é pouco, eu sei. Mas meus
livros, quase todos frutos da autopublicação, vão aos poucos conhecendo novos
leitores. Sou questionada desde o dia em que comecei a escrever. “Por quê? Bruna,
desiste. Isso não dá dinheiro. A publicação independente custa muito caro. Vai
gastar e não vai conseguir nada do que gastou de volta.” Tudo bem. Realmente eu
não vivo de vender livros. E da mesma forma não sei viver sem tentar abrir um
caminho para eles. Porque quem escreve deseja ser lido. Existe toda uma construção ali. Um envolvimento.
Uma expectativa sobre o enredo. Conseguir ver seu texto concluído, impresso, é
algo que vai além de explicação. É vocação. É paixão. É discutir com esse
limite que se chama impossível. Não dá pra aceitar o não e basta. Por isso eu
continuo. Por isso estou de volta para divulgar meu trabalho após quase três
anos de ausência. Estou aberta a parcerias literárias e muito feliz por
continuar.
22 julho 2015
NOVO LIVRO
Era só mais uma noite de fazenda quando a inspiração chegou.
E nas conversas com os amigos que nasciam perto da meia-noite surgiu também a
história de Altaville. O enigma da
estrela é um livro de fantasia, mas nas entrelinhas demonstra a importância
da amizade e como é essencial ter equilíbrio em tudo para desvendarmos o jogo que
faz parte de nossas vidas. Seja este jogo mágico ou real, enigmático ou não.
A editora que está dando corpo a este livro é a Selo Jovem. Jovem como o nome ela traz uma proposta bem legal para os autores nacionais. Como está na apresentação: "Uma ideia formada entre amigos, escritores" e com objetivo de publicar "obras com 100% de qualidade literária."
Em breve quero organizar um lançamento em Beagá. Algo bem em
sintonia com o público juvenil. Mal posso esperar, porque não existe momento mais feliz para um escritor do que ver sua criação ganhar cor e forma.
Luz e sucesso sempre!
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