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11 maio 2016

CHEGA DE PRECONCEITO CONTRA OS AUTORES NACIONAIS!

Todos que já passaram pelo meu blogue e leram algum de meus artigos sabem que sou autora independente há 12 anos. E com 13 livros publicados, eu posso dizer: o que conquistei até aqui foi muito num país que é considerado de não-leitores. Tenho tiragens de mil livros esgotadas em alguns títulos e várias reimpressões dos que fiz em pequenas tiragens. E ganhei mais ainda com o retorno positivo de cada leitor que deu uma chance para meus livros.
Foram muitas mensagens de emocionar!!!
Nesses anos todos de luta foi justamente pelo incentivo que recebi que continuei.
Mas de vez em quando, na rede, leio coisas que me dão vergonha do pensamento no nosso país. Leitores que ofendem autores nacionais e nos criticam sem ao menos nos dar uma chance. Como pode?
Existem bons livros estrangeiros e bons livros nacionais e igualmente péssimas construções literárias que vêm de fora e péssimas que surgem aqui dentro. Para fazer a diferenciação, só lendo muito.
Como revisora de texto, eu vejo autores que não se preocupam em ler outros autores, que têm um total descuido com o nosso idioma e, por isso, muitos originais com potencial são descartados em editoras sem uma chance de publicação, já que se mede o todo pela maioria.
Claro que há exceções numa análise mais acurada. Mas a verdade é que o tempo urge. E nas pilhas e pilhas de textos, um bom original pode ir para o lixo sem ter passado por uma leitura crítica.
Um caos.
Como um leitor brasileiro pode afirmar para seus seguidores: “não poste nada nacional” num grupo literário?
Como pais que levam filhos à bienais podem dizer:  “detesto livro nacional”? E os outros “elogios” nem vou repetir por respeito a quem vai ler este meu relato.
Por isso o nosso país é considerado um país de não-leitores e temos um índice de leitura de 1,7 livro, em média, por ano. Por isso as pesquisas realizadas apontam que 25% dos brasileiros com 15 anos ou mais são analfabetos funcionais. É triste o nosso cenário.
Por favor, gente, vamos abrir a cabeça para a nova produção literária nacional. Dizer que não gosta sem ao menos conhecer é uma posição no mínimo preconceituosa e limitadora. Você que curte um romance, que curte uma aventura, um mistério ou mesmo uma obra de fantasia, acredite em mim, temos muitos escritores brasileiros talentosos. Eu te desafio a ler meus livros, porque sei que vai gostar! Eu leio. Leio muito. E sei que há muita gente boa por aí. 


25 abril 2016

A Bienal e a Literatura Nacional


Eu falei da invisibilidade do novo autor na Bienal de Minas há alguns dias. Não consegui aceitar os autores quase na saída da Expominas e o movimento todo concentrado nas grandes livrarias.
Talvez eu ainda questione nossa posição por ser minha primeira participação num estande como autora independente. Alguns que já participaram de outras edições já aceitaram o fato de que não adianta reclamar, pois não traz resultados. Então, vamos continuar sem sinalização na feira e o leitor vai passar por nós e perguntar: “Ei, o que são esses nomes nos estandes?” E dá-lhe explicação...
Ok! Eu amo livros e sempre gostei de livrarias. Mas livrarias estão em toda parte. O mesmo não acontece com os autores que conheci na Bienal. Pessoas cheias de histórias para contar, determinados em publicar e apresentar seus trabalhos. Em sua maioria eles são movidos pela paixão. E dali não sai nenhum lucro, acreditem.
Lamentável não é só a falta de uma publicidade sobre nossa presença na Feira de Livros. Mais triste é ver que os leitores andam, em sua maioria, completamente desinteressados de conhecer os novos nacionais.
Alisson Souza de Sá, vindo de Maceió para auxiliar uma das escritoras independentes, diga-se de passagem, muito simpática e talentosa, estava perplexo com o comportamento desinteressado de grande parte do público e assim me transcreveu sua experiência:
Uma garota de 16 anos, após ser abordada sobre o seu gosto por Literatura Nacional, refletiu: “Literatura Nacional é uma bosta, não há criatividade”.
Ele, chocado, respondeu: Todos aqui nesta área são autores independentes com histórias emocionantes e nacionais.
E ela: “Nenhum presta!”
E Ele: “Como você sabe se não parou para ler?”
Ela: “Não perco o meu tempo.”
Ele sugeriu que ela tentasse e degustasse um livro e depois emitisse sua opinião.
Infelizmente, a verdade é que muitas pessoas pensam como ela. O problema é que a leitura não é um hábito dos brasileiros como um todo. Então a crítica nasce de um profundo preconceito e um completo desconhecimento acerca do que se fala. Porque há novos nacionais apaixonantes.  E mais uma vez lamento que nossa sociedade não valorize a literatura emergente e a cultura local.






ROMANCE SOBRENATURAL

Eu não escondo de ninguém que adoro romance sobrenatural.  Para quem é fã como eu, eu recomendo uma série Coreana que assisti na Netflix:  M...