“Ler é fazer amor com as
palavras”, disse Rubem Alves. Eu concordo sem reticências.
Um livro mudou minha vida. Quantas
vezes você já ouviu esta frase? Eu, muitas. Pessoas que venceram ao ler algo
que as motivou. Mas falo também porque aconteceu comigo. Iniciei minha
vida de leitora bem cedo. Antes mesmo de aprender a ler. Pela voz e olhos da
minha família. Meu nonno, minha irmã,
minha mamma. Cresci com a benção de ouvir
histórias todas as noites e todas as manhãs e esta foi minha maior riqueza.
Então, aos oito anos escolhi
casualmente um livro na estante que transformou completamente a noção de
leitura que eu tinha até ali. Chegava às minhas mãos uma versão juvenil da obra
“Orgulho e preconceito” de Jane Austen. Ah! Quando li aquele romance eu me
apaixonei completamente.
Foi como uma estrela que se
acendeu diante dos meus olhos ou talvez tantas, como os muitos sonhos que ali
nasceram e me acompanharam, a partir daquele momento. Cresci com eles.
Ser romancista é um deles. Eu
simplesmente amo ler e escrever histórias de amor. Eu me envolvo com elas,
viajo por alguns momentos mágicos e vou tão longe que fica difícil voltar para a
vida real.
Hoje, enquanto concluía a
leitura de mais um dos romances que fazem parte da minha biblioteca, precisei
sentar e escrever este texto. É a forma que encontrei para agradecer aos
romancistas por todo este universo mágico e envolvente em que nos fazem
mergulhar. É também uma forma de agradecer a Deus pelas histórias que pude
criar.
Para algumas pessoas, o
romance passa longe de ser o gênero predileto. Já me disseram que quase todo
romance é clichê e que por isso meus romances serão lidos e esquecidos. E da
mesma forma, tantos outros romances. Eu discordo. Porque um romance marcou
minha infância e me tornou a escritora que eu sou hoje. Depois de 12 anos
recebendo o retorno sensível dos meus leitores eu posso discordar. Se tem
alguma coisa poderosa neste mundo é o amor. E mesmo através das palavras ele
age, se manifesta e contagia.
Então,
romancistas, obrigada por suas histórias. Por terem o dom de nos conquistar,
emocionar e inspirar. A gente chora e ri
com vocês. E certamente “faz amor com as palavras”.
Parabéns a
todos os autores nacionais que como eu se emocionam com suas histórias e
igualmente lutam por elas, para que cheguem ao público-alvo, para que formem um
novo leitor.
Porque se “E
o vento levou”, ainda, “Em algum lugar do passado” existe “Um amor para
recordar”, e mesmo quando nos perdemos entre “Razão e sensibilidade”, ainda
assim fala mais alto o “Amor além da vida”, quem sabe... “A culpa é das estrelas”.
Como eu disse em “Sem
Destino”, meu primeiro romance publicado: HÁ
MUITO A SER DITO. HÁ MAIS A SER DESCOBERTO. Que venham tantas outras
histórias. E independentemente do que se possa dizer, cada uma a seu modo se
faz ver, porque Graças a Deus no mundo há diversidade. E todos os gêneros encontram
seu lugar.