Primeiro vem a vontade
Chega então a ansiedade,
por respostas de perguntas que não deixam o coração
Não sossega a indagação...
Conheço agora a abstração
Sou poeta insensato
Perdido na voz da contemplação
Andarilho dos enredos que fiz nascer
Cantante das próprias composições
Existo por assim dizer
Insisto porque a arte se faz renascer
O poeta recria o tempo que se esconde nas estações do dia
É louco na normalidade
Normal na insanidade
E ainda que conheça a realidade
Sobrevive na imaginação.
Bruna,
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